quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os telejornais precisam aprender a cumprimentar - Colunas de TV


Quando você vê uma pessoa, encontra com ela, manda o manual dos bons costumes, trocar um cumprimento. Bom dia, boa tarde ou boa noite, é o mínimo que se espera, conforme determina o relógio ou, como queiram alguns, a posição do sol. Isto parece o lógico ou natural, certo? Mais ou menos. Para os telejornais é quase assim. Praticamente todos – e sejam louvadas as exceções, porque a Globo decidiu de outra maneira, só entram com o “boa noite” depois da escalada ou das manchetes. Soa como você dar de cara com alguém, e dizer a ele: “olha, eu acabei de ver uma trombada na esquina”. Ou: “falei com a Maria pelo telefone”, para após tudo e um intervalo solene, formal e obrigatoriamente, saudar o seu amigo. Na grande maioria dos jornais americanos ou da Europa não é assim. Primeiro de tudo entra o cumprimento, depois o resto. Aqui, isto foi criado pela Alice-Maria, no seu tempo de diretora da Globo e xerocado pelas demais. Na minha opinião, ou corta o “boa noite” ou bota no lugar correto, no momento do primeiro encontro do jornalista com o telespectador. E pronto.

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