quarta-feira, 26 de março de 2014

Crueldade nos porões

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães, 76 anos, admitiu ontem que torturou e matou militantes nas prisões clandestinas da repressão, como a Casa da Morte de Petrópolis.“Quando o senhor vai se desfazer de um corpo, quais são as partes que podem determinar quem é a pessoa? Arcada dentária, digitais e só”, respondeu ele aos questionamentos de José Carlos Dias, membro da CNV. “Quebrava os dentes. As mãos, não (eram cortadas). Cortavam-se os dedos. E aí se desfazia do corpo… Eu não era tão especialista assim, existia gente mais especialista do que eu”, disse.Os guerrilheiros assassinados eram aqueles que, após serem presos, não concordavam em trabalhar para o Exército como agentes infiltrados em suas organizações de esquerda. Malhães também explicou que as mutilações nos corpos eram feitas em quartinhos das prisões clandestinas.

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