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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Morre crítico literário Antonio Candido, aos 98 anos

Morreu nesta sexta-feira o crítico literário e sociólogo Antonio Candido de Mello e Souza, aos 98 anos. O autor de livros como Formação da Literatura Brasileira: Momentos Decisivos (1959), Formação da Literatura Brasileira (1975) estava internado no hospital Albert Einstein em São Paulo com problemas no intestino, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo. Segundo a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), o velório será realizado nesta sexta-feira, no Hospital Albert Einstein, das 9 às 17 horas.
Atuando ainda como professor, pensador social e militante político, ele revolucionou a maneira de ver a cultura nacional e de interpretar o Brasil, participando de maneira ímpar da formação de sua identidade. Vasta e diversificada, sua obra é adotada e respeitada nas principais universidades do Brasil. Filho do médico Aristides Candido de Mello e Souza e de Clarisse Tolentino de Mello e Souza, Antonio Candido nasceu em 1918 no Rio de Janeiro. Porém, passou a infância em Minas Gerais, nas cidades de Cássia e Poços de Caldas, e em São João da Boa Vista, no interior paulista. Em 1937, mudou-se para São Paulo e dois anos depois ingressou na Faculdade de Direito e na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O primeiro curso foi abandonado prestes a terminar, mas o segundo rendeu-lhe o passaporte para a carreira acadêmica: em 1942, Antonio Candido ingressou no corpo docente da USP como assistente de ensino do professor Fernando de Azevedo na cadeira de Sociologia II, onde foi colega do sociólogo e político Florestan Fernandes (1920-1995). Em 1945, Candido obteve o título de livre-docente com a tese Introdução ao Método Crítico de Sílvio Romero e, em 1954, o grau de doutor em Ciências Sociais com a tese Parceiros do Rio Bonito, ainda hoje um marco nos estudos sobre sociedades tradicionais. Entre 1958 e 1960, foi professor de literatura brasileira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, hoje integrada à Universidade Estadual Paulista (Unesp). Como professor-titular de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a partir de 1974, Candido chegou a formar intelectuais como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o crítico Roberto Schwarz, seu principal discípulo. Schwarz, inclusive, escreveu vários livros sobre as ideias do mestre. Aposentado em 1978, Antonio Candido atuou como professor do curso de pós-graduação até 1992. Obra premiada – Durante o período de colaboração com o jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), no início dos anos 1940, o intelectual resenhou os primeiros livros de João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector. Entre seus principais escritos estão os livros Formação da Literatura Brasileira: Momentos Decisivos (1959), Formação da Literatura Brasileira (1975), O Discurso e A Cidade (1993) e Um Funcionário da Monarquia: Ensaio Sobre o Segundo Escalão (2002). Ele conquistou quatro vezes o Prêmio Jabuti e foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Internacional Alfonso Reyes um dos mais importantes da América Latina, em 2005. Antonio Candido foi casado com a filósofa e professora Gilda de Mello e Souza (1919-2005), também renomada crítica literária e ensaísta, e dedicou-se ainda à militância política, primeiro opondo-se ao governo Getúlio Vargas e posteriormente participando da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) ao lado do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 1980. Antonio Candido deixa três filhas: a designer e escritora Ana Luísa Escorel e as historiadoras Laura de Mello e Souza e Marina de Mello e Souza.

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