segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Servidores municipais protestam no centro de Ilhéus

Os servidores municipais de Ilhéus admitidos antes de outubro de 1988 continuam mobilizados contra a ameaça de demissão por parte do prefeito Mário Alexandre de Sousa, por conta de uma sentença judicial do juiz da Fazenda Pública local. Na manhã de hoje, véspera do ano novo, os servidores estão em manifestação em alguns pontos da cidade e questionam ao prefeito por que ele entrou com recurso no Tribunal de Justiça pedindo a suspensão da sentença e ameaça com demissão antes do posicionamento do TJ. O movimento é integrado por todos os sindicatos representantes dos servidores, Sinsepi, Sindiguardas, Appi/Aplb e Sindiacs. O movimento se concentra hoje em pontos estratégicos de serviços essenciais do município e pede uma posição do prefeito, conforme compromisso assumido no início deste mês, durante encontro com os servidores atingidos injustamente pela sentença, de que esgotaria todos os recursos judiciais cabíveis para evitar as demissões.
O presidente da Appi/Aplb, Osman Nogueira, reafirma que os contratos desses servidores, com mais de 32 anos de serviços prestados ao município, são legítimos. “Vamos nos manter mobilizados e hoje estamos pedindo ao prefeito que aguarde o posicionamento do Tribunal diante do recurso impetrado pelo próprio município. Para nós, se a ideia dele é demitir isso não corresponde ao compromisso assumido conosco”, enfatiza Nogueira. Na última quarta-feira (26), representantes dos diversos sindicatos dos servidores do Município de Ilhéus se reuniram com o prefeito Mário Alexandre e o Procurador Geral, Jefferson Domingues, e ouviram mais uma vez o apoio do Prefeito ao movimento. Na sexta-feira, dia 28, os sindicatos realizaram uma assembleia conjunta, a partir das 10 horas, em frente à sede da Prefeitura, no bairro da Conquista, onde ficam o gabinete do Prefeito e a Procuradoria Jurídica. Na oportunidade, fizeram um ato de protesto e em seguida foram às ruas onde colheram assinaturas em um abaixo assinado por parcela da população no qual solicita ao prefeito que não proceda as demissões e aguarde a decisão do Tribunal de Justiça diante do problema. (Fábio Roberto)

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