segunda-feira, 6 de julho de 2020

Brasil passa de 65 mil mortes por Covid, diz consórcio às 13hs

O número de mortes confirmadas por Covid-19 no Brasil chegou a 65.120, indica o boletim das 13h do consórcio de veículos de imprensa formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, Uol e O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira. Os números são consolidados a partir das secretarias estaduais de Saúde. Já o número total de casos até o momento é de 1.613.351. O último levantamento havia sido divulgado às 8h. Com a nova verificação, as secretarias de saúde do Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Norte, Roraima, Tocantins, São Paulo e Distrito Federal divulgaram novos dados. O balanço anterior contabilizava 64.909 mortes e 1.604.683 casos confirmados. Em relação aos números divulgados às 20h de domingo, já são 220 novas mortes e 8.766 casos a mais.
A região Sudeste concentra 39% dos novos óbitos registrados neste período e a Nordeste 34%, segundo dados do consórcio de imprensa. As estatísticas da pandemia no Brasil são divulgadas três vezes ao dia. O próximo levantamento será divulgado às 20h desta segunda. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde na gestão do interino Eduardo Pazuello. O governo federal publicou uma retificação na sanção da lei que determina o uso obrigatório de máscaras em público enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, para vetar o uso obrigatório do equipamento de segurança em presídios. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira. De acordo com o último boletim do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicado em 29 de junho, há 9.586 casos confirmados no sistema prisional e 114 óbitos. Além do artigo que trata sobre presos, a retificação também veta o trecho da lei aprovada pelo Congresso que obriga estabelecimentos a afixar cartazes informativos sobre a forma de uso correto de máscaras e o número máximo de pessoas permitidas ao mesmo tempo dentro do estabelecimento. Um estudo elaborado pelo Instituto Estadual do Cérebro (IEC), à espera de publicação em revista científica, apontou tendência de redução da taxa de mortalidade da Covid-19 com o tratamento de plasma de convalescente. O trabalho analisou 113 pacientes de Covid-19 internados em UTI e não randomizados. Ou seja, seus casos foram comparados, mas a escolha não foi aleatória, como nos estudos randomizados, o que permitiria estudar sem qualquer viés a resposta do paciente ao tratamento. Receberam infusão de plasma de convalescente 41 pacientes. Os outros 72 não receberam plasma e seus casos foram considerados apenas para comparação. A média de idade dos pacientes foi de 58 anos, 61% homens e 39% mulheres. Dos 41 que receberam plasma com anticorpos apenas sete não usaram ventilação mecânica. Esses sete sobreviveram. Após 14 dias de internação, 42% dos que não receberam plasma de convalescente morreram. Entre os que receberam a infusão, o percentual de mortos foi de 29%. Depois de 28 dias, porém, a diferença foi reduzida: 56% dos que não receberam plasma morreram; 49% dos tratados com a infusão faleceram. Cerca de 240 especialistas de 32 países assinaram uma carta aberta e que será veiculada na revista americana Clinical Infectious Diseases, na semana que vem, afirmando que há evidências de que o novo coronavírus, mesmo em partículas menores, está no ar e pode infectar as pessoas. Eles pedem que a Organização Mundial da Saúde (OMS) revise as recomendações sobre contaminação, segundo publicação no jornal The New York Times, deste sábado.

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