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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Suspeita de participar do sequestro de mototaxista é absolvida

Nesta sexta-feira(26), ocorreu o júri de Maria Denise, suspeita de ter participado do sequestro do mototaxista Wilson Ferreira, o mototaxista Paulista, assassinado em dezembro de 2012. Maria Denise foi absolvida. A própria promotoria pediu a absolvição da acusada, alegando que não havia "provas seguras" da participação dela no crime. "Temos compromisso com a lei e com a Justiça", declarou o promotor Rafael Pithon em entrevista ao repórter Marcos Soares da Rádio Difusora. O júri de Maria Denise foi desmembrado do dos outros acusados de envolvimento no crime, que ocorreu no início de abril deste ano. O motivo do desmembramento foi porque ela havia ganhado bebê recentemente. Hoje, ela chegou a amamentar a criança no Tribunal do Júri. Maria era acusada de ter intermediado o contato entre um dos participantes do sequestro, namorado dela na época, e Márcia Paranhos, condenada por ter servido de isca, levando Paulista para uma emboscada. Em abril, o réu Jonathan Santos foi condenado a apenas quatro anos de prisão por ocultação de cadáver e pelo sequestro da vítima. Márcia Paranhos e Gilsara Santos Pereira foram condenadas à um ano cada uma. Os três estão em liberdade, uma vez que já cumpriram a pena ao serem presos na época do crime.

O Crime
Wilson Paulista, foi morto em dezembro de 2012 após ter sido levado a força por criminosos. O corpo dele só foi encontrado três dias após ele ter desaparecido. Paulista foi levado por Márcia Messias Paranhos, de 18 anos, para o bairro Goés Calmon, em Itabuna, no dia 13 de dezembro. Ele acreditava que a jovem era uma passageira, mas ao chegar no local, três homens armados, em um veículo Uno, forçaram o mototaxista a entrar no carro e o levaram. Desde então a polícia estava investigando o caso. Na manhã do dia 14, após divulgação de imagens de um circuito de câmeras de segurança de uma casa no Goés Calmon, a polícia chegou até Márcia e a prendeu no bairro Pedro Jerônimo. A jovem confessou ter levado Paulista para a ação popularmente conhecida como "arrasto", mas afirmava não saber o que fariam com ele. No mesmo dia, foi presa Maria Denise, apontada como amante de um dos acusados de terem levado e assassinado Paulista. O corpo de Paulista, de 53 anos, foi encontrado na manhã de um domingo em 16 de dezembro, em Buerarema. Ele foi encontrado por um trabalhador rural em uma fazenda de cacau que contou que no dia 13, durante à noite, ouviu o som de 3 tiros.

Motivação
Meses depois, um casal de irmãos, Gilsara e Jonathan, foi preso pela polícia civil suspeito de participação na morte. Na época, foi revelado que uma pessoa desconhecida havia ligado para o mototaxista Paulista pedindo que ele buscasse uma criança, que supostamente seria filha do do autor do telefonema, na escola. No colégio, foi informado à Paulista que o menino só tinha permissão para sair com familiares. Desse modo, o mototaxista foi embora, continuando as suas atividades. Ao chegar para buscar o filho na escola, a mãe da criança foi comunicada sobre o ocorrido, e junto com o irmão dela, eles identificaram Paulista pelas imagens de um circuito de segurança. Segundo Jonathan, a princípio eles levaram Paulista para arrancar informações do mototaxista sobre quem teria mandado buscar o menino nas escola. Após ser levado, Paulista não soube passar informações, pois acreditava que o telefonema teria vindo do pai do menino. Na época, Jonathan contou que um dos homens envolvidos na ação decidiu matar o mototaxista com medo de que o grupo fosse reconhecido.

Outros suspeitos
Outros dois homens participaram da ação. Um homem conhecido como Ivan também seria réu no júri de abril e deveria estar presente, sendo considerado foragido. Um outro que também participou e era conhecido como Gasparzinho também segue fora da prisão.

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