
O resultado de tamanha volatilidade é sentido no bolso: o preço das viagens e compras feitas em dólar devem encarecer em até 15%, variação da cotação da moeda americana durante o período. Um pacote de dez dias para os Estados Unidos, por exemplo, que custava cerca de R$ 3.900 no final de julho, hoje não sai por menos de R$ 4.500.
Os especialistas em finanças orientam as pessoas que vão viajar em breve que antecipem a compra de dólares, pois a tendência é que a moeda americana se valorize ainda mais perante o real no curto prazo.
“As pessoas que vão viajar para o exterior vão ter que pagar um pouco mais caro. Por isso, o ideal é que vão comprando dólares aos poucos para se garantir e não inviabilizar a viagem”, destaca Miguel José Ribeiro, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Este novo cenário também deve forçar as famílias que estão de viagem marcada para o exterior a replanejar os gastos, de forma a fazer com que os custos das férias não ultrapassem o orçamento. Mas a maioria garante: mesmo com a variação da moeda americana, não vão desistir dos planos de viagem.
“Difícil mesmo é saber a hora certa de comprar a moeda com tanta oscilação. Mas nem pensamos em desistir”, afirma o médico Eugênio Araújo, que no próximo mês embarca com a esposa Denise para um cruzeiro pelo mar Mediterrâneo, com paradas em Lisboa, Veneza e Barcelona. A comemoração dos 47 anos de casamento, garantem, não vai sucumbir aos altos e baixos do dólar: “O aumento não foi tão significativo ao ponto de pensarmos em cancelar”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário