quinta-feira, dezembro 12, 2019

Prestadoras negam inexecução de serviços em Itabuna

Santa Casa e Maternidade Ester Gomes negaram que estejam sem executar os serviços médico-hospitalares contratados pela Prefeitura de Itabuna. A resposta presencial na Comissão de Saúde do Legislativo itabunense nessa terça, 10, contradiz declaração do secretário de saúde Uildson Nascimento a qual motivou a convocação dele e de dirigentes das prestadoras de serviços. Aos vereadores, o provedor da Santa Casa, Eric Ettinger Júnior, refutou a denúncia de desassistência médica. “Não consigo enxergar. Que o secretario fale [o que não está sendo executado].” Ettinger esclareceu que problemas no setor de oncologia como o desabastecimento de remédios na oncologia estão contornados. “Com isso vamos cumprir todas as obrigações contratuais.” Já o advogado Eduardo Maltez, falando por Neiva Monteiro (presidente) e Sergio Oliveira (conselheiro), além de rebater o secretário itabunense, disse que a Ester Gomes está há seis meses sem receber recursos do Governo municipal pelos serviços de pediatria. “Não há pagamento. No entanto estamos mantendo o atendimento. As atividades nunca foram paralisadas”, garantiu. Sobre a morte do menino Levi – cuja família buscou atendimento médico na Ester Gomes e Santa Casa – as prestadoras de serviço negaram omissão de socorro. Elas alegaram que o paciente veio de Pau-Brasil sem a regulação – que é gerenciamento dos leitos hospitalares. “A Maternidade não tem UTI”, acrescentou Maltez. “A criança foi atendida, teve socorro”, afirmou Ettinger. Diante das versões conflitantes sobre o quadro e em face da ausência de Nascimento à reunião, Enderson Guinho (PDT) voltou a defender uma comissão especial de inquérito sobre a saúde itabunense. A proposta foi endossada pela Associação Comercial de Itabuna (ACI), pelo Movimento Empresarial do Sul da Bahia (Mesb) e pelo Conselho Municipal de Saúde. Ainda sobre a apuração de supostas irregularidades, Guinho adiantou que pretende acrescentar informações mais recentes ao requerimento. “Que mal fará a CEI?”, questionou Eduardo Carqueja Júnior, vice-presidente da ACI, referindo-se à Comissão Especial de Inquérito. “Os vereadores têm a obrigação de fiscalizar”, salientou o empresário Ronaldo Abude, do Mesb.

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