quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Lindemberg trabalha e joga futebol em cadeia no interior de SP


O comportamento de Lindemberg Alves, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel em 2008, chamou a atenção de quem acompanha o julgamento, realizado desde segunda-feira (13) em Santo André, no ABC. Acusação e defesa apresentam dois perfis bem diferentes – um assassino frio ou um jovem que perdeu a cabeça, respectivamente.
Lindemberg vive desde o crime na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. Lá dentro, ele monta peças para box de banheiro, lê, participa de cultos religiosos e joga futebol. Nunca teve problemas disciplinares, e só saiu três vezes – todas para ir ao Fórum de Santo André.
No banco dos réus, durante o julgamento, mostrou até agora poucas reações – uma delas um sorriso ao ficar frente a frente com Ronickson Pimentel, irmão de Eloá, que descreveu uma conversa com o réu durante o cárcere.
“Ele disse frequentemente que ia matar a Eloá e depois se matar. Ele ficava calmo, mas de repente nervoso. Ele mudava bastante de humor”, disse o irmão da vítima em seu depoimento.
A defesa e a acusação vêem o réu de maneiras muito diferentes. “É um rapaz de paz, calmo, sensato, focado”, disse Ana Lúcia Assad, defensora de Lindemberg. “A postura de Lindemberg é uma postura fria, calculista, como se nada tivesse acontecido”, afirmou José Beraldo, assistente de acusação.

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